Eu permaneço onde sempre estive
À espera do talvez ou do nunca mais.
Agora é tudo o que posso fazer,
Presa ao meu obsoleto papel diante da vida que escoe.
Perdi as possibilidades mais fáceis
E a certeza de que te veria outra vez.
E de algum modo, talvez, essa certeza me redima.
Não importa o que digam as músicas ou os poemas mais óbvios,
Todos os finais são tristes quando as histórias não têm fim.
O que de mais autentico posso te oferecer que a minha dor?
Se tudo se desfizer,
Se ao final essa for a única certeza
Lembre-se de que eu permaneço onde sempre estive
À espera de um talvez
Ou de uma saudade que nunca se irá curar.
Anátema
5 Comentários
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“Todos os finais são tristes quando a história não tem fim”
ué… me identifiquei com isso… não sei pq?? rs
Pra variar, digo só uma coisa:
Pqp!!!
Bravo!! Só após captar sentido oculto do poema que pude perceber o quão bem feito ele é. Considero esse poema um dos melhores que eu já li da Isabella.
“O que de mais autentico posso te oferecer que a minha dor?”
acho que em muito tempo nao me identificava tanto com algo escrito por outra pessoa…
Esse poema bem que merecia um título,,,