23 de dezembro, sexta-feira.
Véspera de natal. Trago a pele numa ardência de sensibilidade e a boca com um gosto ruim. “É natal, é natal”, anunciam os sininhos e os papais-noéis gotejantes e encardidos.
Pessoas suadas se penduram nos ônibus como em paus de arara. Faz calor, muito calor, é o espírito natalino dos trópicos.
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